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Exames


Exames - A

ACETILCOLINESTERASE ERITROCITÁRIA

Material .:Sangue total com EDTA

Método .:Colorimetrico c/ acetilcolina d hemolise em meio hipotônico

Resultado: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico e monitoramento de exposição e intoxicação por compostos organofosforados e carbamatos (utilizados em agricultura comercial); triagem pré-operatória de pacientes com sensibilidade a succilcolina (genética ou secundária à exposição de inseticidas); estudos familiares de anomalias moleculares das colinesterases. Ver Colinesterase Sérica. A colinesterase intraeritrocitária (também conhecida como colinestarase verdadeira) é irreversivelmente inibida pelos organofosforados e reversivelmente inibida pelos carbamatos. Embora a dosagem sérica (da pseudocolinesterase ou colinesterase sérica) seja mais útil no diagnóstico de intoxicações agudas por estes compostos, a colinesterase intraeritrocitária é mais sensível a processos crônicos. Valores aumentados: estados hemolíticos como talassemias, esferocitose, anemia falciforme ativa, outras hemoglobinopatias e anemias hemolíticas adquiridas. Valores diminuídos: toxicidade por organofosforados, hemoglobinúria paroxística noturna, em alguns casos de anemias megaloblásticas.

Referência .:

AChE* : 2,77 a 5,57 U/mL

* AChE = Acetilcolinesterase Eritrocitária

Métodologia Desenvolvida e validada pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

ACETONA

Material .:urina do final da jornada de trabalho

Resultado .:5 dias

Coleta .:Coletar urina de final de jornada de trabalho ou aleatória em frasco de coleta de urina limpo e sem aditivo. Após a coleta manter o frasco bem fechado e refrigerado. Para a determinação em plasma ou sangue total, coletar a amostra em tubo contendo fluoreto/oxalato e enviar a amostra refrigerada ao laboratório.

Interpretação .:Fontes de Intoxicação : Acetona é utilizada como dissolvente de esmalte e colas para plásticos. Ação tóxica : Congestão pulmoar, dispnéia, torpor e edema.

Referência .:

até 1,0 mg/L

ATENÇÃO: Os novos BEI(limite biológico de exposição) 2011 para Acetona de acordo com a ACGIH são:

Até 50,0 mg/L para exposição à acetona

Até 40,0 mg/L para exposiçaõ ao 2-propanolisopropanol.

 

ACETONA PRÉ JORNADA

Material .:Urina pré-jornada de trabalho

Método .:Cromatografia Gasosa

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Coletar urina de pré jornada de trabalho em frasco de coleta de urina limpo e sem aditivo. Após a coleta manter o frasco bem fechado e refrigerado.

Interpretação .:Fontes de Intoxicação : Acetona é utilizada como dissolvente de esmalte e colas para plásticos. Ação tóxica : Congestão pulmoar, dispnéia, torpor e edema.

Referência .:

até 1,0 mg/L

ATENÇÃO: Os novos BEI(limite biológico de exposição) 2011 para Acetona de acordo com a ACGIH são:

Até 50,0 mg/L para exposição à acetona

Até 40,0 mg/L para exposiçaõ ao 2-propanolisopropanol.

 

ÁCIDO 5 HIDROXI INDOL ACÉTICO

Material .:urina 24 horas

Sinônimo .:5-HIAA, Metabólito de serotonina

Método .:Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Resultado .: 8 dias

Coleta .:Devido ao fato do ácido 5-hidróxi indol acético ser instável em pH fortemente ácido a amostra deve ser coletada em frasco limpo contendo 10 mL de ácido acético glacial. Amostras coletadas com ácido, mantidas PROTEGIDAS DA LUZ e REFRIGERADAS a 2-8ºC são estáveis por até 3 dias. Três dias antes da coleta suspender o uso de medicamentos e se possível dispensá-los. Caso os medicamentos não possam ser suspensos, conversar com o Laboratório ou com seu médico. Os medicamentos que mais interferem são: acetaminofeno, salicilatos, fenacetina, xaropes para tosse, naproxeno, mefenesina, metocarbamol, imipramina, isoniazida, inibidores da MAO, metenamina, metildopa, fenotiazina. No dia anterior à coleta, evitar a ingestão dos medicamentos acima, e dos seguintes alimentos: banana, abacate, chocolates, berinjela, tomates, amendoim, kiwi, abacaxi, ameixa, nozes e bebidas alcoólicas. Observações: Manter o frasco com a urina de 24 h sob refrigeração. Coletar todo o volume de urina emitido em 24 h.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de tumores carcinóides de células enterocromafins e de síndrome carcinóide. O ácido 5 hidroxi indol acético (5-HIAA) é o principal metabólito urinário da serotonina (produto final do metabolismo do triptofano). A serotonina (5-hidroxitriptamina) é produzida pelas células enterocromafins, localizadas no trato gastrointestinal e, em menor grau, na mucosa brônquica, trato biliar e gônadas. Seus efeitos principais são a vasodilatação e agregação plaquetária. Os tumores carcinóides são capazes de produzir uma série de substâncias, como histamina, triptofano, peptídeo intestinal vasoativo, alguns hormônios, dependendo de sua localização e do processo fisiopatológico envolvido. Contudo, são a serotonina sérica e o 5-HIAA urinário os marcadores com maior desempenho no seu diagnóstico, bem como no diagnóstico da síndrome carcinóide, produzida pela liberação destas duas substâncias em quantidades consideráveis na circulação, com o aparecimento de diarréia, flush cutâneo, hipotensão e taquicardia. Valores aumentados: tumores carcinóides, síndrome carcinóide, quadros mal absortivos (como espru, doença celíaca, doença de Whipple e fibrose cística, por exemplo), obstrução intestinal crônica. Valores diminuídos: doenças depressivas, ressecção intestinal, mastocitose, fenilcetonúria, doença de Hartnup. Limitações: o 5-HIAA pode ser encontrado dentro dos parâmetros da normalidade mesmo em pacientes com tumores carcinóides e até síndrome carcinóide (especialmente na ausência de diarréia), dependendo da situação fisiopatológica envolvida, como localização, metabolismo anômalo da serotonina, etc. Interferentes: alguns medicamentos e alimentos podem elevar o 5-HIAA urinário falsamente, como acetaminofen, acetanilida, cafeína, cumarínicos, diazepam, efedrina, fluorouracil, guaiacolatos, anfetaminas, naproxeno, fenacetina, fenobarbital, fentolamina, rauwolfia, reserpina, abacate, bananas, abacaxi, tomates, nozes e amendoins, castanhas, etc. Outros medicamentos podem diminuir o 5-HIAA, como aspirina, clorpromazina, corticotropina, etanol, ácido gentísico, ácido homogentísico, hidrazina e derivados, imipramina, levodopa, inibidores da MAO, metenamina, metildopa, percloperazina, fenotiazinas, promazina, prometazina. Tais substâncias não devem ser ingeridas nos 3 dias que antecedem à coleta do material, para a obtenção de resultados confiáveis.

Referência .:

2,0 a 9,0 mg/24 horas

 

ÁCIDO DELTA AMINO LEVULÍNICO

Material .:urina do final da jornada de trabalho

Sinônimo .:ALA-U

Método .:Espectrofotometria

Resultado .:7 dias

Coleta .:coletar a amostra em coletor de urina âmbar, limpo e sem aditivo. Caso não disponha de coletor âmbar, proceder à coleta em coletor de urina comum mantendo a amostra protegida da luz. As amostras mantidas refrigeradas a 2-8ºC são estáveis por até 4 dias. Código

Interpretação .:Uso: diagnóstico de porfirias; diagnóstico de intoxicação por chumbo ou mercúrio; auxilio no diagnóstico de desordens hepáticas. Valores aumentados: intoxicação por chumbo ou mercúrio, porfiria aguda (porfiria aguda intermitente, coproporfiria hereditária, porfiria variegata), porfiria cutânea tardia, câncer hepático, hepatite. Interferentes: barbituratos +, griseofulvina +, vitamina E +.

Referência .:

VR*: até 4,5 mg/g de creatinina

IBMP**: até 10,0 mg/g de creatinina

*Valor de Referência para pacientes não expostos.

**Índice Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

ÁCIDO FÓLICO

Material .:soro

Sinônimo .:Folato

Método .:Quimioluminescência

Resultado .:5 dias

Coleta .:Jejum não necessário.

Interpretação .:Uso: detecção de deficiência de folato (condição inibitória da síntese de DNA desencadeadora de anemia megaloblástica) em gestantes, usuários de medicamentos inibidores do folato e pacientes com síndromes malabsortivas (doença celíaca, doença de Crohn, outras); monitoramento de terapia com folato. Os folatos atuam como cofatores em reações de transferência. Geralmente absorvidos no trato gastrointestinal, provenientes diretamente da dieta ou a partir de folato sintetizado por bactérias intraintestinais, sua deficiência causa um quadro hematológico quase indistinguível do causado pela deficiência de vitamina B12, estando associada à diminuição da capacidade de síntese protéica e divisão celular. A principal manifestação clínica da deficiência de folato é anemia megaloblástica. Valores aumentados: dieta vegetariana, deficiência de vitamina B12, neoplasias. Valores diminuídos: deficiência primária de folato dietético, hipertireoidismo, anemia perniciosa, alcoolismo, má nutrição, doenças hepáticas, deficiência de vitamina B12, hemodiálise crônica, doença celíaca adulta, anemia hemolítica, carcinomas, mielofibroses, gravidez. Interferentes: hemólise, lipemia, exposição à luz, anticonvulsivantes, metotrexato, colchicina, estrogênios, contraceptivos orais, álcool, ácido aminosalicílico, ampicilina, cloranfenicol, eritromicina, lincomicina, penicilina, tetraciclinas.

Referência .:

2,0 - 19,7 ng/mL

 

ÁCIDO HIPÚRICO

Material .:urina do final da jornada de trabalho

Sinônimo .:Tolueno

Método .:Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Resultado .: 7 dias

Coleta .:Coletar a amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório.

Interpretação .:Uso: Indicador biológico de exposição ao tolueno. Interpretação: O ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho d, pelo menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em alguns dias d o afastamento do indivíduo da fonte contaminante, especialmente nos casos de toxicidade aguda. O diagnóstico é realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência .:

VR: Até 1,5 g/g creatinina

IBMP*: Até 2,5 g/g creatinina

*IBMP: Indíce Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

**Limite de detecção do teste: 0,02 g/g creatinina

 

ÁCIDO HIPÚRICO PRÉ JORNADA

Material .:Urina pré-jornada de trabalho

Sinônimo .:Tolueno

Método .:Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Resultado .: 7 dias

Coleta .:Coletar urina de pré jornada de trabalho em frasco de coleta de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura ambiente são estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5ºC são estáveis por até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses. Evitar ciclos de congelamento e descongelamento.

Interpretação .:Uso: Indicador biológico de exposição ao tolueno. Interpretação: O ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho d, pelo menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em alguns dias d o afastamento do indivíduo da fonte contaminante, especialmente nos casos de toxicidade aguda. O diagnóstico é realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência .:

VR: Até 1,5 g/g Creatinina

IBMP*: Até 2,5 g/g Creatinina

*IBMP: Indíce Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

ÁCIDO LÁTICO

Material .:Plasma fluoretado - Acido lático

Sinônimo .:Lactato sangüíneo

Método .:Enzimático

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: avaliação de acidose láctica; indicador de hipoperfusão tecidual localizada ou difusa; miopatias; fator prognóstico em avaliação de choque; diagnóstico de metabolismo defeituoso da biotina. Valores aumentados: ingestão de etanol, sepse, choque, doença hepática, cetoacidose diabética, exercício muscular intenso, hipóxia, hipoperfusão tecidual regional, doença de estoque do colágeno tipo I, deficiência de frutose 1, 6 difosfatase, deficiência de piruvato desidrogenase, defeito no metabolismo da biotina, estados inflamatórios, doença cardíaca congestiva, desidratação.

Referência .:

Plasma : 0,4 a 2,0 mmol/L

LCR : 1,2 a 2,1 mmol/L

 

ÁCIDO MANDÉLICO

Material .:urina do final da jornada de trabalho

Sinônimo .:Estireno

Método .:Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Resultado .:7 dias

Coleta .:coletar a amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório

Interpretação .:Uso: indicador biológico de exposição/intoxicação ao estireno. Valores aumentados: intoxicação ao estireno.

Referência .:

Exposição ao Estireno:

IBMP*: até 0,5 g/g de creatinina

Exposição ao Etil-benzeno:

IBMP*: até 1,5 g/g de creatinina

*Índice Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

ÁCIDO MANDÉLICO PRÉ JORNADA

Material .:Urina pré-jornada de trabalho

Sinônimo .:Estireno

Método .:Cromatografia Liquida de Alta Performance - HPLC

Resultado .:7 dias

Temperatura .:Sob refrigeração

Coleta .:Coletar urina de pré jornada de trabalho em frasco de coleta de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório.

Interpretação .:Uso: indicador biológico de exposição/intoxicação ao estireno. Valores aumentados: intoxicação ao estireno.

Referência .:

Exposição ao Estireno:

IBMP*: até 0,8 g/g de creatinina

Exposição ao Etil-benzeno:

IBMP*: até 1,5 g/g de creatinina

*Índice Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

ÁCIDO METIL HIPÚRICO

Material .:urina do final da jornada de trabalho

Sinônimo .:Xileno

Método .:Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Resultado .: 7 dias

Coleta .:coletar a amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório.

Interpretação .:Uso: Indicador biológico de exposição ao xileno. Interpretação: O ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho d, pelo menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em alguns dias d o afastamento do indivíduo da fonte contaminante, especialmente nos casos de toxicidade aguda. O diagnóstico é realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência .:

IBMP*: até 1,5 g/g de creatinina

*Indice Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

ÁCIDO METIL HIPÚRICO PRÉ JORNADA

Material .:Urina pré-jornada de trabalho

Sinônimo .:Xileno

Método .:Cromatografia liquida de alto desempenho

Resultado .: 7 dias

Coleta .:coletar a amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório.

Interpretação .:Uso: Indicador biológico de exposição ao xileno. Interpretação: O ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho d, pelo menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em alguns dias d o afastamento do indivíduo da fonte contaminante, especialmente nos casos de toxicidade aguda. O diagnóstico é realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência .:

IBMP*: até 1,5 g/g de creatinina

*Indice Biológico Máximo Permitido (NR-7).

 

ÁCIDO ÚRICO

Material .:soro

Sinônimo .:Uricemia

Método .:Enzimático/automatizado

Resultado .: 2 dias

Coleta .:Jejum obrigatório de 8 horas.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de gota, destruição celular excessiva, falha renal, uremia pré-renal, alguns defeitos metabólicos. Valores aumentados: em processos de aumento de síntese de nucleoproteínas, catabolismo, ou diminuição na excreção do ácido úrico renal; gota, insuficiência renal, doenças mieloproliferativas (leucemias, linfomas, mielomas, policitemia), psoríase, síndrome de Lesch-Nyhan, nefropatia por chumbo, doença de estoque do colágeno tipo I, infecções, hipotireoidismo, hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo, diabetes insipidus nefrogênica, acidose láctica e diabética, toxemia da gravidez, aumento de risco cardiovascular, risco de litíase renal. Valores diminuídos: síndrome da secreção inapropriada do hormônio diurético, deficiência da enzima xantina oxidase, síndrome de Fanconi, doença de Wilson, doenças neoplásicas causadoras de aumento de excreção renal, doença hepática severa, porfiria intermitente, diabetes idiopática e familiar. Interferentes: agentes quimioterapêuticos +, diuréticos +, etanol +, ácido nicotínico +, salicilatos (baixa dose +, alta dose -), teofilina +, purinas na dieta (rica +, pobre-), alopurinol -, alguns grupos étnicos possuem níveis mais altos (p. ex., filipinos +), sexo, idade, função renal, ácido ascórbico -, azatioprina, corticosteróides, furosemida, indometacina, levodopa, mercuriais, metotrexato, metildopa, fenitoína, prednisona, probenecid, vincristina, desnutrição +, stress +.

Referência .:

Homens : 2,5 a 7,0 mg/dL

Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dL

 

ÁCIDO ÚRICO URINÁRIO - 24h

Material .:urina 24 horas

Sinônimo .:Uricosúria

Método .:Enzimático/automatizado

Resultado .: 3 dias

Coleta: Desprezar a primeira urina da manhã, colher toda a urina durante todo o dia e noite, inclusive a 1º do dia seguinte. Usar frasco de água mineral ou do próprio laboratório. Não será aceita urina colhida em frasco de refrigerante.

Interpretação .:Uso: diagnóstico da uricosúria, principalmente em casos de litíase renal de repetição por uratos; identificação de pacientes com risco de formação de cálculos e defeitos genéticos. Valores aumentados: dietas ricas em purinas (nem sempre acompanhado de hiperuricemia). Valores diminuídos: insuficiência renal crônica ou aguda. Interferentes: ver Ácido Úrico.

Referência .:

250 a 750 mg/24h

 

ÁCIDO VALPRÓICO

Material .:soro

Sinônimo .:Valproato de sódio, Depakene, divalproato de sodio

Método .:Enzimático colorimétrico

Resultado .:5 dias

Coleta .:Deve ser realizada antes da próxima dose do medicamento. A dose de medicamento deve ser estável por pelo menos dois dias e não deve ter havido falha na tomada do mesmo. Em suspeita de intoxicação, pelo menos seis horas d a última dose.

Interpretação .:Uso: monitoramento de níveis terapêuticos de ácido valpróico (valproato), utilizado no tratamento de epilepsias. Os níveis séricos de ácido valpróico devem ser mantidos na faixa de referência indicada. Concentrações superiores às concentrações tóxicas podem causar toxicidade direta ou indireta em vários órgãos, notadamente fígado, medula óssea e tecido cerebral. Interferentes: recomenda-se tomada do medicamento e coleta da amostra realizadas de modo constante, dada à característica circadiana das concentrações de ácido valpróico. A exposição a qualquer agente metabolizado do álcool ou hepatotóxico pode interferir nos níveis séricos da droga, especialmente álcool. Processos patológicos que envolvam o fígado também podem interferir nos valores.

Referência .:

Concentração efetiva mínima : 50,0 ug/mL

Concentração terapeutica : 50,0 a 100,0 ug/mL

Concentração tóxica : > 100,0 ug/mL

 

ÁCIDO VANIL MANDÉLICO

Material .:Urina 24 h acidificada

Sinônimo .:VMA

Método .:Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Resultado .: 9 dias

Coleta .:Coletar a urina das 24 horas em frascos fornecidos pelo Laboratório. Três dias antes da coleta de urina e durante a coleta o paciente deverá abster-se de café, chá, chocolates, frutas, verduras, baunilha, vanilina (especialmente bananas e substâncias que contenha vanilina). Suspender o uso de medicamentos, principalmente drogas hipotensoras , salicilatos , cafeína e fenotiazidas . Todas estas substâncias interferem diretamente no resultado do teste. Alimentar-se de: pão, manteiga, ovos, leite integral, açúcar, arroz, carne e água a vontade.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de feocromocitoma; avaliação de quadros hipertensivos; seguimento de neuroblastomas e ganglioneuroblastomas. O ácido vanil mandélico (VMA) é o metabólito final da epinefrina e norepinefrina. Valores aumentados: feocromocitoma, neuroblastoma, ganglioneuroma, ganglioblastoma. Interferentes: café +, chá +, chocolates +, baunilha +, algumas frutas e vegetais +, drogas vasopressoras +, drogas antihipertensivas +, metildopa +, inibidores MAO -, aspirina, imipramina, ácido nalidíxico, penicilina e sulfas. A coleta de urina 24 horas deve ser realizada d a observância de dieta de três dias padronizada para VMA, com coleta total e correta do volume de 24 horas.

Referência .:

Urina 24 horas: 3,3 a 6,5 mg/24h

Urina amostra isolada:

Até 6 meses - 5,5 a 26,0 mg/g creat.

7 a 11 meses - 6,1 a 20,0 mg/g creat.

1 a 2 anos - 2,5 a 21,0 mg/g creat.

3 a 8 anos - 1,5 a 12,0 mg/g creat.

9 a 12 anos - 2,0 a 9,0 mg/g creat.

Adultos - 1,1 a 4,1 mg/g creat.

 

ÁCIDOS GRAXOS (GORDURA FECAL) - Pesquisa

Material .:fezes

Sinônimo .:Teste do Sudan III

Método .:Sudam III

Resultado .:5 dias

Temperatura .:Sob refrigeração

Coleta .:Coletar fezes, vedar o frasco.

Interpretação .:Uso: avaliação diagnóstica de esteatorréia. Processos de má digestão e malabsorção podem causar esteatorréia. Pacientes com má digestão excretam triglicérides, enquanto pacientes com malabsorção excretam ácidos graxos em excesso. Esta análise permite esta distinção. Em casos de insuficiência exócrina pancreática, contudo, a liberação de triglicérides pode ser normal. A pesquisa de ácidos graxos encontra-se alterada em casos de insuficiência exócrina pancreática ou condições malabsortivas de intestino delgado. Interferentes: metamucil, bário, bismuto, enzimas pancreáticas.

Referência .:

A presença de até 100 gotículas por campo

(450 x aum.) é considerada normal.

 

ACTH - HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO

Material .:plasma com EDTA

Sinônimo .:Hormônio adrenocorticotrófico, corticotrofina

Método .:Quimioluminescência

Resultado .: 7 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing, síndrome do ACTH ectópico (ex. carcinoma de pulmão, tumor de ilhotas pancreáticas, tumores carcinóides, carcinoma medular de tireóide), doença de Addison, hipopituitarismo e tumores pituitários produtores de ACTH (ex. síndrome de Nelson); avaliação de função adrenal. Valores aumentados: doença de Addison, tumores produtores de ACT, stress, síndrome de Cushing hipofisária. Valores diminuídos: adenoma de glândulas supra-renais, carcinoma de células supra renais. Interferentes: corticosteróides, estrogênios, espironolactona, anfetaminas, álcool, lítio, gravidez, fase do ciclo menstrual, atividade física.

Referência .:

Até 46,0 pg/mL

Limite de detecção : 5,0 pg/mL

Linearidade: 5 a 1250 pg/mL

 

ALANINA AMINOTRANSFERASE - GPT

Material .:soro

Sinônimo .:ALT, transaminase pirúvica

Método .:Enzimático/ automatizado

Resultado .: 2 dias

Coleta .:Jejum 4 horas.

Interpretação .:Uso: determinação de dano celular do parênquima hepático; avaliação das hepatopatias. A GPT é encontrada predominantemente no fígado e em menores quantidades no rim, coração e músculo esquelético, sendo menos sensível que a GOT para a avaliação de hepatopatia alcoólica. Valores aumentados: necrose celular hepática de qualquer causa, choque severo, insuficiência cardíaca, anóxia aguda (ex: estado asmático), trauma extenso, hepatite infecciosa e tóxica, icterícia obstrutiva, obstrução biliar, cirrose, carcinoma hepático, miosite, miocardite, distrofia muscular, doenças hemolíticas, trauma muscular moderado, abuso crônico do álcool, filariose, queimaduras severas, pancreatite severa. Valores diminuídos: azotemia, diálise renal crônica, estados de deficiência de piridoxal fosfato. Interferentes: stress muscular +, salicilatos +, tetraciclinas +, isoniazida +, lipemia +, hemólise +, andrógenos +, etanol +, metotrexato +, esteróides anabolizantes +, fenobarbital +, quinidina +, ácido valpróico +, metildopa -, dopamina -.

Referência .:

Homens : De 10 a 40 U/L

Mulheres : De 10 a 40 U/L

 

 

ALBUMINA

Material .:soro

Método .:Nefelometria

Resultado .: 2 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas.

Interpretação .:Uso: marcador de desordens do metabolismo protéico (nutricional, síntese reduzida, perda aumentada); avaliação de status nutricional; pressão oncótica sanguínea; doença renal com proteinúria; outras doenças crônicas. A determinação de albumina nos líquidos cavitários oferece vantagens sobre a determinação da proteína total no diagnóstico diferencial entre transudatos e exsudatos. Valores aumentados: desidratação (verificar aumento do hematócrito). Valores diminuídos: ingestão inadequada (desnutrição ou diarréias crônicas); absorção entérica diminuída (síndromes malabsortivas); aumento da demanda corpórea (hipertireoidismo, gravidez); síntese prejudicada [cirrose, outras doenças hepáticas (ex. alcoolismo), processo inflamatório crônico, analbuminemia hereditária]; aumento de catabolismo (neoplasias, infecções, traumas, inflamações); perda [edema, ascites, queimaduras, nefroses, síndrome nefrótica, enteropatias com perda protéica (ex. doença de Crohn, colite ulcerativa, úlcera péptica)]; diluição (uso de líquidos IV sem albumina, SIADH, hidratação rápida; diabetes psicogênica); deficiência congênita. A hipoalbuminemia está associada a maiores períodos de internação. Interferentes: infusão albumina IV +, infusão fluidos sem albumina -, contraceptivos orais -, garroteamento excessivo +, diferença postural. Limitações: especialmente em populações de hemodialisados e pacientes com insuficiência renal crônica, os valores obtidos por diferentes métodos não são correlacionados.

Referência .:

3,5 a 5,5 g/dL

 

ALDOLASE

Material .:soro

Método .:Enzimático

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas. Suspensão de qualquer medicamento injetável via IM 24 h antes da coleta . Evitar contato com inseticidas organofosforados antes do exame.

Interpretação .:Uso: avaliação dos processos de depleção muscular. Valores aumentados: distrofia muscular de Duchenne, dermatomiosites, polimiosites, triquinoses, rabdomiólise, hepatites agudas e outras doenças hepáticas agudas, infarto do miocárdio, câncer de próstata, pancreatite hemorrágica. A aldolase é proporcional à redução da massa muscular, mas sua elevação no soro não é específica de doença muscular. Valores normais: atrofias musculares neurogênicas. Valores diminuídos: perda de massa muscular. Interferentes: injeções intramusculares +, inseticidas organofosforados +, hemólise +, fenotiazidas -.

Referência .:

1,0 a 7,6 U/L

 

ALDOSTERONA

Material .:soro

Sinônimo .:Mineralocorticóide

Método .:ELISA

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 8 horas. Suspensão de qualquer medicamento a base de metoclopramida, captopril ou diurético. Coletar preferencialmente até as 10 horas da manhã, ou conforme a orientação médica; O paciente deverá permanecer por 2 horas em pé (parado ou andando) antes da coleta, ou conforme orientação médica; Caso seja solicitada Aldosterona em repouso, o paciente deverá permanecer por cerca de 30 minutos deitado.

Interpretação .:Uso: avaliação de quadros hipertensivos onde se suspeita de hiperaldosteronismo; documentação do hiperaldosteronismo na investigação de hipertensão renovascular; dianóstico de hiperplasia adrenal, hipoaldosteronismo e síndrome de perda salina. Valores aumentados: hipertensão, hiperaldosteronismo primário, câncer do córtex adrenal, hiperatividade de glândulas adrenais, insuficiência cardíaca congestiva, cirrose, terceiro trimestre de gravidez, hiperaldosteronismo secundário a renina aumentada (ex. terapia diurética, estenose arterial renal). Valores diminuídos: hipoaldosteronismo, doença de Addison, toxemia da gravidez, perda salina. Interferentes: diuréticos, anti-hipertensivos, corticóides, preparação inadequada para a coleta.

Referência .:

Aldosterona: 2,5 a 31,5 ng/dL (sem restrição de ingestão de sal, em repouso).

 

ALFA - 2 MACROGLOBULINA

Material .:soro

Método .:Nefelometria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas.

Interpretação .:Uso : pode ser usada como marcador de permeabilidade do soro e fluídos.A alfa 2 macroglobulina é uma globulina de alto espectro com ação inibidora de endoprotease. Valores elevados podem indicar stress ou coagulaçao intravascular disseminada (CID) . Está aumentada também na gravidez, diabetes, cirrose hepática, infarto cerebral e terapèutica estrogênica. Valores dimimuídos pode ser encontrados em sindrome nefrótico , doenças hepáticas , diabetes, mieloma múltiplo, pré eclampsia e doença pulmonar.

Referência .:

mulher : 175 a 420 mg/dL

homem : 150 a 350 mg/dL

 

ALFA 1 ANTITRIPSINA

Material .:soro

Sinônimo .:ALFATRIP

Método .:Nefelometria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas.

Interpretação .:Uso: detecção de deficiências hereditárias na produção de alfa 1 antitripsina (A1AT), possíveis fatores para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doença hepática; diagnóstico de cirrose hepática e hepatite crônica ativa; investigação de enfisema, hepatite neonatal, cirrose juvenil, paniculite; marcador de fase aguda. Valores aumentados: gravidez normal, doenças pulmonares crônicas, edema angioneurótico hereditário, doenças gástricas, doenças hepáticas, doenças reumáticas, como marcador de fase aguda em processos inflamatórios inespecíficos com injúria tecidual, necrose, inflamação ou infecção. Valores diminuídos: perda protéica severa, deficiência de A1AT (um dos mais freqüentes erros inatos do metabolismo, levando a desenvolvimento de enfisema de juvenil), hepatopatia colestática em bebês, cirrose familiar infantil, enfisema familiar, DPOC, cirrose hepática, hepatoma. Interferentes: contraceptivos orais.

Referência .:

103,0 a 202,0 mg/dL

 

ALFA 1 ANTITRIPSINA - Fezes

Material .:fezes

Método .:Nefelometria

Resultado .: 7dias

Coleta .:Coleta das fezes sem laxantes. Coletar em frascos que não contenha conservante. Refrigerar a amostra. A amostra não pode ser contaminada com urina. Evitar o uso de medicamentos até 3 dias antes da coleta do material , principalmente constrates radiológicos. Amostras com mais de 72 horas , mesmo sendo refrigeradas não é apropriada para o teste.

Interpretação .:Uso: Marcador da presença de proteínas plasmáticas no trato gastrointestinal Útil no diagnóstico de perda protéica intestinal , estando elevada na doença inflamatória intestinal, doença celíaca, Síndrome de Menetrier, linfomas do tubo digestivo, linfangectasia intestinal. Na presença de lesão da mucosa intestinal com perda de proteínas plasmáticas, a alfa 1 antitripsina fecal se eleva.

Referência .:

Até 0,30 mg/g fezes

 

ALFA 1 GLICOPROTEÍNA ÁCIDA

Material .:soro

Método .:Nefelometria

Resultado .: 2 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas.

Interpretação .:Uso: monitoramento de processos inflamatórios em geral. A alfa 1 glicoproteína ácida é um marcador de fase aguda, sendo também o principal componente da mucoproteína de Winzler. Embora o fígado seja apontado como local exclusivo de síntese, alguns tumores podem produzir esta proteína. Esta dosagem tem sido solicitada em substituição à dosagem de mucoproteínas por apresentar melhor correlação clínica e constituir marcador de maior fidelidade e reprodutibilidade. Valores aumentados: atividade inflamatória de origem infecciosa, autoimune, neoplásica. Valores diminuídos: desnutrição, hepatopatias graves, gravidez, enteropatia com perda protéica.

Referência .:

41,0 a 121,0 mg/dL

 

ALFA FETOPROTEÍNA

Material .:soro

Sinônimo .:AFP

Método .:Eletroquimioluminescência

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum mínimo 3 horas

Interpretação .:Uso: diagnóstico e monitoramento de carcinoma hepatocelular e tumores de células germinais; avaliação de risco para defeitos no tubo neural e outros defeitos no útero; distinção entre hepatite neonatal e atresia biliar neonatal. Valores aumentados: carcinoma hepatocelular (concentrações iniciais muito altas sugerem pior prognóstico, falha em diminuição de níveis d cirurgia indica metástase ou má ressecção, mudanças podem ocorrer com o resultado de quimioterapia), ataxia, teleangiectasia, tumores de células germinais, tirosinemia hereditária, persistência hereditária de AFP, metástases hepáticas de carcinoma de estômago e pâncreas, hepatite neonatal, carcinoma embrional, teratocarcinoma, coriocarcinoma, outras doenças hepáticas (em menores concentrações), defeitos do tubo neural em gestações. Valores normais: atresia biliar neonatal. Valores diminuídos: gravidez com trissomia de 21.

Referência .:

Inferior a 13,7 ng/mL

Gestantes (ng/mL)valor médio

Até 15a sem.: 32,4 Até 16a sem. : 36,3

Até 17a sem.: 42,3 Até 18a sem. : 48,5

Até 19a sem.: 56,1 Até 20a sem. : 64,8

Valores de referência em recém-nascidos não estão parametrizados, entretanto concentrações ao redor 100.000 ng/mL tem sido detectadas em recém-nascido normais, e esses valores decrescem rapidamente nos primeiros 6 meses de vida, atingindo níveis normais dos adultos por volta dos 10 a 12 meses.

 

ALUMÍNIO SÉRICO

Material .:soro - tubo trace

Sinônimo .:Alumínio sanguíneo

Método .:Espectrofotometria de Absorção Atômica com Corretor Zeeman

Resultado .: 10dias

Interpretação .:Uso: monitoramento de toxicidade do alumínio em pacientes sob risco. O alumínio é um dos elementos de maior prevalência na crosta terrestre. As formas de contaminação mais importantes são a ingestão e a entrada via parenteral. Níveis mínimos apresentam pouca associação com morbidade. Os grupos de indivíduos mais expostos a risco de contaminação com alumínio são: crianças usuárias de alimentação parenteral; pacientes queimados que recebem administração de albumina intravenosa, especialmente com insuficiência renal concomitante; pacientes adultos e pediátricos com insuficiência renal crônica, que acumulam alumínio de medicamentos; pacientes dialisados; indivíduos com exposição industrial. A população de dialisados parece ser a mais associada aos riscos tóxicos do elemento, com comprometimentos ósseos e neurológicos. Os pacientes renais crônicos em hemodiálise podem desenvolver encefalopatias e osteodistrofias por presença de níveis séricos elevados de alumínio. A presença de níveis de alumínio acima de 10 ng/mL no líquido de diálise está relacionada a depósito desta substância nos tecidos.

Referência .:

Até 10,0 ug/L para pacientes normais.

Até 14,0 ug/L para pacientes expostos.

Para pacientes submetidos a tratamento hemodialítico o Sub Anexo C da Portaria nº 82, de 03 de janeiro de 2000, determina que:

1. A concentração sérica de alumínio deve ser determinada a cada ano, por meio de espectrometria de absorção atômica com forno de grafite.

2. Se o valor de alumínio sérico for menor que 30 ug/L manter a determinação dos níveis séricos a cada ano.

3. se o valor do alumínio for igual ou maior que30 ug/L realizar o Teste da Desferroxamina,

realizando a dosagem de alumínio sérico a cada dois meses.

4. Se a diferença entre as duas dosagens for menor que 50 ug/L, manter as determinações de alumínio a cada ano.

5. se a diferença entre as duas determinações de alumínio for maior que 50 ug/L deve ser feita a biópsia óssea seguida por tratamento por desferroxamina na dosagem de 10 mg/kg de peso por semana.

Método desenvolvido \\\\\\\'in house\\\\\\\' pelo Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas.

 

AMILASE TOTAL

Material .:soro

Sinônimo .:Amilasemia

Método .:Enzimático/ automatizado

Resultado .: 2 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de pancreatites, parotidites e macroamilasemia. Valores aumentados: pancreatites agudas (início 3-6 horas, pico 20-30 horas, duração 48-96 horas), obstrução pancreática, trauma pancreático, câncer pancreático, obstrução biliar, infarto do miocárdio, perfuração intestinal, peritonite, gravidez ectópica, cetoacidose diabética, alguns tumores pulmonares ou ovarianos, queimaduras, insuficiência renal (por falha no clearence), parotidites infecciosas e não infecciosas, obstrução de glândulas salivares, calculose salivar. Valores diminuídos: pancreatite crônica, cirrose, câncer pancreático em estágio avançado, cirrose e toxemia da gravidez. Interferentes: ácido aminosalicílico +, asparaginase +, azatioprina +, colinérgicos +, opiáceos +, corticosteróides +, furosemida +, contraceptivos orais +, rifampicina +, tiazídicos +, álcool +, recentes cirurgias próximas ao pâncreas +, úlcera perfurada +, macroamilasemia +, barbituratos -, arsênico -, procedimento odontológico recente, contaminação da amostra com fomitos bucais do coletador, paciente ou técnico.

Referência .:

Até 90 U/L

 

AMILASE URINÁRIA - 24h

Material .:urina 24 horas

Sinônimo .:Clearance de amilase

Método .:Enzimática

Resultado .:3 dias

Coleta .: Coleta: Desprezar a primeira urina da manhã, colher toda a urina durante todo o dia e noite, inclusive a 1º do dia seguinte. Usar frasco de água mineral ou do próprio laboratório. Não será aceita urina colhida em frasco de refrigerante. Manter refrigerado.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de macroamilasemia e pancreatites agudas e crônicas. Valores aumentados: sempre que houver hiperamilasemia, a amilase urinária estará aumentada, exceto em quadros de insuficiência renal e macroamilasemia. Interferentes: sangue na urina, menstruação, contaminação da urina, má conservação da amostra. Ver Amilase Total para mais interferentes.

Referência .:

 450 U/24h

 

AMINOÁCIDOS - CROMATOGRAFIA (SCREENING)

 

Material .:papel filtro - sangue

Sinônimo .:Ácidos aminados

Método .:Cromatografia em Camada Delgada

Resultado .: 10 dias

Interpretação .:Uso : Doença na qual o organismo não consegue digerir um aminoácido específico. O tratamento consiste em dietas específicas para cada tipo de aminoácido.

Referência .:

Normal

Aminoacidopatias investigadas:

Cistinose, Citrulinemia, Fenilcetonúria,Hidroxiprolinemia, Hiperargininemia, Hiperfenilalaninemia, Hiperglicinemia, Hiperlisinemia, Hipermetioninemia,

Hiperornitinemia, Hiperprolinemia, Hipervalinemia, Histidinemia, Homocistinúria, Tirosinemia,

Xarope de Bordo

Observação: Alterações transitórias eventuais podem ocorrer em recém-nascidos.

 

AMIODARONA

Material .:soro

Método .:Cromatografia Liquida de Alta Resolução - HPLC

Resultado .:15 dias úteis

Interpretação .:O teste é útil na monitorização terapêutica Amiodarone é um recurso terapêutico em arritmias cardíacas. Devido ao potencial de toxicidade os níveis desta droga são monitorados. O uso desta droga é restrito devido a diversos efeitos colaterais, incluindo fibrose pulmonar, disfunção tiroideana e interação com outras drogas. Bibliografia : Vrobel TR, Miller PE, Mostow ND, et al, A General Overview of Amiodarone Toxicity: Its Prevention, Detection, and Management,\\\\\\\' Prog Cardiovasc Dis, 1989, 31(6):393-426

Referência .:

Níveis terapeuticos: 1,0 - 2,5 ug/mL

Níveis tóxicos: > 2,5 ug/mL

Análise de água

Material: água

Volume: 1 frasco de 100 mL, e 1 frasco de 50 mL

Método: Bioclin

Resultado: 5 dias

Coleta:

    Para coleta de água de torneiras:
        Fazer higienização das mãos com água e sabão. Vestir luva descartável;
        Limpar com álcool a parte externa da torneira;
        Abrir a torneira e deixar correr a água durante 3 minutos para esgotar a água parada no cano;
        Abrir o frasco com cuidado para não tocar em seu interior nem no interior da tampa;
        Encher o frasco maior até a marca indicada (100mL);
        Encher o frasco menor até a boca, cuidando para que não produza bolhas;
        Fechar bem os frascos.

                  Para coleta em poços artesianos e semi-artesianos:

        Convém utilizar uma torneira colocada no conduto ascendente do poço (torneira de descarga). Proceder como citado acima (coleta de água de torneira), deixando a água correr antes da coleta durante uns 5 minutos.

                 Poços ou cisternas:

        Pode-se fazer o uso de balde de metal, caso não haja torneira, porém o mesmo deve ser muito bem lavado internamente e externamente, em seguida deve-se limpar com álcool;
        Submergir o balde na água;
        Depois do balde cheio, transferir a amostra para o frasco estéril, utilizando luva, tomando os devidos cuidados para não contaminar a mostra e em seguida fechar bem o frasco.

 Águas de efluentes, rios, lagos, vertentes e mananciais:

        Pode-se fazer o uso de balde de metal, porém o mesmo deve ser muito bem lavado internamente e externamente, em seguida deve-se limpar com álcool;
        Vestir as luvas;
        Abrir o frasco com cuidado para não tocar em seu interior nem no interior da tampa;
        Mergulhar o frasco não muito próximo à borda;
        Cuidar para manter o frasco em sentido contrário ao da correnteza do rio;
        Encher o frasco maior até a marca indicada (100mL);
        Encher o frasco menor até a boca, cuidando para que não produza bolhas;
        Fechar bem os frascos.

    Águas de piscina, clubes, academias, condomínios, estâncias...
        Fazer higienização das mãos com água e sabão. Vestir luva descartável;
        No caso de torneiras, fazer higienização da mesma como citado no item 1 desta instrução;
        Pode-se fazer o uso de balde de metal, caso não haja torneira, porém o mesmo deve ser muito bem lavado internamente e externamente, em seguida deve-se limpar com álcool;
        Submergir o balde na água, transferir a amostra para os frascos estéreis;
        Encher o frasco maior até a marca indicada (100mL);
        Encher o frasco menor até a boca, cuidando para que não produza bolhas;
        Fechar bem os frascos.

 Observações importantes:

            Para análise da água, somente serão aceitos os frascos fornecidos pelo laboratório.
            Após realizar a coleta, identificar os frascos contendo as amostras.
            Acondicionar as amostras sob refrigeração em uma caixa térmica, com gelo reciclável ou gelo comum.
            A amostra deverá chegar à recepção do laboratório com temperatura máxima de 8 oC , a fim de evitar interferência nos resultados;
            O tempo entre a coleta e o recebimento da amostra pelo laboratório não deve exceder 2 horas.

Valor de Referência:

Ausência de coliformes totais e fecais.

 

ANATOMO PATOLOGICO

Material .:Anátomo Patológico

Sinônimo .:Histopatológico

Método .:Coloração por Hematoxilina e Eosina

Resultado .:15 dias úteis

Coleta .:Por procedimentos cirúrgicos. Para a histopatologia convencional ,o fixador mais comum é a solução aquosa de formalina (formol 40% diluído em água numa concentração de 1:10) a 10%. Também podem ser fixadores alternativos o álcool etílico (álcool 50%) e o éter. O volume ideal corresponde a cerca de 20 vezes o volume da peça a ser fixada. Após 24h em amostras menores que 3 cm e 48h em amostras maiores que 3 cm, o fixador pode ser escorrido para envio do material sem risco de derrama de líquido. Os frascos devem estar rotulados com a correta identificação do paciente. Para casos de revisão de casos ou de imunohistoquímica, enviar blocos de parafina com material histológico ou fragmentos de tecido previamente fixados acompanhados de um relatório ou solicitação médica e da cópia do laudo anterior.

Interpretação .:As alterações observadas (alterações inflamatórias, reparativas, degenerativas, infecciosas ou neoplásicas), serão relatadas na conclusão.

 

ANDROSTENEDIONA

Material .:soro

Sinônimo .:Delta 4

Método .:Quimioluminescência

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: avaliação da produção de hormônios androgênios em mulheres hirsutas; avaliação de outros aspectos da virilização. A androstenediona é o principal precursor na biossíntese de andrógenos e estrógenos, servindo como pró-hormônio para testosterona e estrona (particularmente em mulheres na menopausa). Funciona como andrógeno de potência fraca, podendo ser produzida pelas glândulas adrenais e ovários. Os andrógenos predominantes na mulher normal são a androstenediona e a deidroepiandrostenediona. A conversão periférica de androstenediona para estrogênio se dá no tecido adiposo, principalmente em mulheres obesas, o que pode levar a hiperplasia do endométrio. Valores aumentados: hiperplasia adrenal congênita por deficiência da 21-hidroxilase [os níveis alterados são suprimidos por terapia com corticosteróides (níveis suprimidos são indicadores de controle terapêutico)], síndrome do ovário policístico, tumores virilizantes (valores extremamente aumentados), síndrome de Stein-Leventhal, hiperplasia ovariana estromal, síndrome de Cushing, tumores ectópicos produtores de ACTH. Cerca de 60% dos casos de hirsutismo feminino apresentam elevações nos níveis séricos de androstenediona. Limitações: os níveis séricos de androstenediona não se correlacionam com severidade do processo patológico. Interferentes: uso de corticóides, uso de substâncias radioativas (contrastes radiológicos).

Referência .:

Masculino: 0,40 - 2,60 ng/mL

Feminino: 0,40 - 4,10 ng/mL

Limite mínimo de detecção: 0,30 ng/mL

ATENÇÃO: Novos valores de referência a partir de 06/07/12.

Valores de referência antigos:

Idade : Fem.(ng/mL) : Masc.(ng/mL)

01 a 09 anos: até 0,45    : até 0,55

10 a 11 anos: até 0,80    : até 0,30

12 a 14 anos: até 1,75    : até 0,85

15 a 17 anos: 0,55 a 2,00 : 0,35 a 1,00

Adulto : 0,40 a 3,00 : 0,40 a 2,50

Ref. Soldin J.S., Hicks M.J. - Pediatric Reference Ranges, AACC Press - Washington, 1995

Valores falsamente elevados podem estar associados a coleta em plasma.

 

ANFETAMINA

Material .:urina

Método .:Imunoenzimático Colorimétrico

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Conforme orientação médica.

Interpretação .:Uso :Monitoramento do uso de Anfetamina. Controle de alguns medicamentos utilizados para regime de emagrecimento possuem anfetaminas em quantidade suficiente para positivar o teste. A detecção do uso da droga depende de vários fatores: Usuário (pesado/crônico ou ocasional/agudo) Tipo de droga e dose utilizada Fatores fisiologicos individuais: condições físicas, idade, alimentação e quantidade de líqüido ingerido

Referência .:

Negativo

 

ANTI CCP (Cyclic Citrullinated Peptide)

Material .:soro

Sinônimo .:anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico

Método .:Fluorimetria

Resultado .:5 dias

Temperatura .:Sob refrigeração

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: Diagnóstico precoce e prognóstico da Artrite Reumatóide O fator reumatóide (FR) tem sido usado como marcador de Artrite reumatóide há mais de meio século, entretanto tem uma especificidade muito baixa (59 a 65%), pois pode ser encontrado em diversas outras doenças reumáticas auto-imunes, doenças infecciosas, neoplásicas e mesmo em uma considerável fração de indivíduos sadios(1,3). Ademais, o FR é detectado em somente 33% dos pacientes que se encontram na fase inicial da doença.Recentemente foi descoberto os anticorpos anti CCP que possuem melhor utilidade na discriminação de pacientes com AR. A sensibilidade é comparável ao FR , porém com uma especificidade de 96%. Em literatura recente, aproximadamente 70% dos pacientes com AR são positivos para anti CCP(2).Uma análise global de diversos estudos com pacientes europeus e norte-americanos evidenciou sensibilidade de 78% e especificidade de 96% para os anticorpos anti-CCP contra sensibilidade de 74% e especificidade de 65% para o FR IgM. Ademais, vários estudos têm demonstrado que os anticorpos anti-CCP ocorrem precocemente no curso da doença, podendo até mesmo preceder a eclosão clínica da mesma(4,5,6).A associação dos dois testes , FR + Anti CCP aumenta a sensibilidade e a especificidade no diagnóstico da AR. 1.Baeten D, et al. Specific presence of intracellular citrullinated proteins in rheumatoid arthritis synovium. Arthritis Rheum ; 44:2255-2262,2001. 2.Bizzaro N, et al. Diagnostic accuracy of the anti citrulline antibody assay for rheumatoid arthritis. Clin Chem ; 47:1089-1093,2001. 3.Kim JK and MH Weisman. When does rheumatoid arthritis begin and why do we need to know? Arthritis Rheum ; 43:473-84,2000. 4.van Gaalen FA, Linn-Rasker SP, van Venrooij WJ, de Jong BA, Breedveld FC, Verweij CL, Toes RE, Huizinga TW. Autoantibodies to cyclic citrullinated peptides predict progression to rheumatoid arthritis in patients with undifferentiated arthritis: a prospective cohort study. Arthritis Rheum ;50(3):709-15,2004. 5.Nielen MM, van Schaardenburg D, Reesink HW, van de Stadt RJ, van der Horst-Bruinsma IE, de Koning MH, Habibuw MR, Vandenbroucke JP, Dijkmans BA. Specific autoantibodies precede the symptoms of rheumatoid arthritis: a study of serial measurements in blood donors Arthritis Rheum ;50(2):380-6,2004. 6.Saraux A, Berthelot JM, Devauchelle V, Bendaoud B, Chales G, Le Henaff C, Thorel JB, Hoang S, Jousse S, Baron D, Le Goff P, Youinou P. Value of antibodies to citrulline-containing peptides for diagnosing early rheumatoid arthritis. J Rheumatol ;30(12):2535-9,2003.

Referência .:

Negativo : Inferior a 7 U/mL

Indeterminado : Entre 7 até 10 U/mL

Positivo : Superior a 10 U/mL

Interpretação:

Um resultado positivo indica presença de anticorpos IgG Anti-CCP e sugere a possibilidade de Artrite Reumatóide.

 

ANTI - BETA2 GLICOPROTEINA

Material .:soro

Sinônimo .:ANTI BETA2 GLICOPROTEINA

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Anticorpos contra essa proteína estão presentes em cerca de 75% a 80% dos pacientes com síndrome antifosfolípide e se mostram mais específicos e reprodutíveis que os tradicionais anticorpos anticardiolipina, tendo sido, por isso, recentemente incluídos nos critérios de classificação dessa síndrome. Em até 10% dos casos de SAF, os anticorpos anti-ß2-glicoproteína I (anti-ß2-GPI) são os únicos marcadores diagnósticos presentes. Esses anticorpos também podem ocorrer transitoriamente na vigência de determinadas infecções e d o uso de certos medicamentos. Portanto, para considerar o diagnóstico da SAF, é necessária a detecção desses auto-anticorpos em duas ocasiões distintas, com um intervalo de, pelo menos, 12 semanas.

Referência .:

Anti - Beta 2 Glicoproteína I IgG:

Não Reagente : < 7,00 U/mL

Inconclusivo : 7,00 a 10,00 U/mL

 

ANTI - CITOPLASMA DE NEUTRÓFILOS

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos ANCA, P-Anca , C-Anca

Método .:Imunofluorescência Indireta

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não necessário.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de vasculites autoimunes ditas primárias (não associadas a outras doenças do tecido conjuntivo). C-ANCA - padrão difuso citoplasmático, está associado com anticorpos antiproteinase 3, sendo um teste sensível (30 a 99%) e específico (98%) para o diagnóstico da granulomatose de Wegener. Os níveis de anticorpos relacionam-se com a atividade da doença, e diminuem quando a terapêutica imunossupressora é usada. P-ANCA - padrão perinuclear, está associado com um número de anticorpos que inclui a antimieloperoxidase; embora estes anticorpos sejam encontrados em pacientes com poliartrite nodosa, eles também podem estar presentes em outras patologias: renais, sistêmicas e reumáticas. Anticorpos anti citoplasma de neutrófilos (ANCA) mostrando padrão perinuclear ( p-ANCA) são encontrados em 70% dos pacientes com Colite Ulcerativa e somente em 20% dos pacientes com doença de Crohn. A combinação do ASCA positivo e pANCA negativo demonstrou uma sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo de 49%,97% e 96% respectivamente para a Doença de Crohn.

Referência .:

Reagente : presença de anticorpos

Não reagente : ausência de anticorpos

São considerados significativos soros com títulos igual ou maior que 1/20

 

ANTI - DNA (dupla hélice) ou nativo

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpo contra DNA dupla hélice

Método .:Imunofluorescência Indireta - Crithidia luciliae (substrato)

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não necessário.

Interpretação .:Uso: teste confirmatório para diagnóstico de Lupus Eritematoso Sistêmico; monitoramento terapêutico. Pessoas normais geralmente apresentam-se não reagentes ou mesmo fracamente reagentes para anti-DNA. Anticorpos anti-dsDNA (DNA de dupla fita) são encontrados de forma característica em pacientes com LES, e raramente encontrados em pacientes com outras doenças do tecido conjuntivo. Os anticorpos anti-DNA (nativo ou simples hélice) são encontrados primariamente em pacientes com LES, portanto são ferramentas importantes para o diagnóstico desta condição. Anticorpos IgG anti-dsDNA são encontrados em cerca de 60% dos casos de LES ativa. Outras condições patológicas podem estar associadas à positividade para anti-DNA, como outras doenças reumáticas, hepatites crônicas ativas, mononucleose infecciosa e cirrose biliar primária. Para o diagnóstico de LES, pode-se utilizar anti-Sm, de menor incidência, ou mesmo anti-SS-A/Ro e anti-SS-B/La (principalmente em casos não reagentes para anticorpos antinucleares). O acompanhamento dos títulos de anti-DNA pode ser auxiliar na avaliação da resposta terapêutica, em conjunto com o quadro clínico e títulos de complemento (C2), por exemplo. Pacientes que evoluem para quadros de nefrite lúpica apresentam-se com alterações ao exame de urina, títulos de anti-DNA persistentemente altos, e/ou complemento diminuído. Interferentes: são registrados resultados falso-positivos devido a anticorpos contra histonas e anti-sDNA (fita simples), causados pelo uso de procainamida, hidralazina, ou outros fatores. A reação quando positiva, é considerada como um marcador para o diagnóstico do LES, estando presente em torno de 40% dos pacientes não tratados. O seguimento dos títulos de anticorpos anti-DNA pode ser útil na avaliação da resposta terapêutica. Anticorpos anti-DNA nativo normalmente são detectados nas outras doenças reumáticas. Se encontrados, pode-se suspeitar de uma síndrome de superposição, ou de reatividade cruzada com determinados antígenos: histona, fator reumatóide, etc.

Referência .:

Não Reagente : Ausência de anticorpos

Reagente : Presença de anticorpos

Anti - DNA (dupla hélice)

 

ANTI - DNA (hélice simples)

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos contra DNA de hélice simples

Método .:Imunofluorescência Indireta

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: teste confirmatório para diagnóstico de Lupus Eritematoso Sistêmico; monitoramento terapêutico. Pessoas normais geralmente apresentam-se não reagentes ou mesmo fracamente reagentes para anti-DNA. Anticorpos anti-dsDNA (DNA de dupla fita) são encontrados de forma característica em pacientes com LES, e raramente encontrados em pacientes com outras doenças do tecido conjuntivo. Os anticorpos anti-DNA (nativo ou simples hélice) são encontrados primariamente em pacientes com LES, portanto são ferramentas importantes para o diagnóstico desta condição. Anticorpos IgG anti-dsDNA são encontrados em cerca de 60% dos casos de LES ativa. Outras condições patológicas podem estar associadas à positividade para anti-DNA, como outras doenças reumáticas, hepatites crônicas ativas, mononucleose infecciosa e cirrose biliar primária. Para o diagnóstico de LES, pode-se utilizar anti-Sm, de menor incidência, ou mesmo anti-SS-A/Ro e anti-SS-B/La (principalmente em casos não reagentes para anticorpos antinucleares). O acompanhamento dos títulos de anti-DNA pode ser auxiliar na avaliação da resposta terapêutica, em conjunto com o quadro clínico e títulos de complemento (C2), por exemplo. Pacientes que evoluem para quadros de nefrite lúpica apresentam-se com alterações ao exame de urina, títulos de anti-DNA persistentemente altos, e/ou complemento diminuído. Interferentes: são registrados resultados falso-positivos devido a anticorpos contra histonas e anti-sDNA (fita simples), causados pelo uso de procainamida, hidralazina, ou outros fatores. A reação quando positiva, é considerada como um marcador para o diagnóstico do LES, estando presente em torno de 40% dos pacientes não tratados. O seguimento dos títulos de anticorpos anti-DNA pode ser útil na avaliação da resposta terapêutica. Anticorpos anti-DNA nativo normalmente são detectados nas outras doenças reumáticas. Se encontrados, pode-se suspeitar de uma síndrome de superposição, ou de reatividade cruzada com determinados antígenos: histona, fator reumatóide, etc.

Referência .:

Não Reagente : ausência de anticorpos

 

ANTI - ENDOMISIO - Anticorpos (IgA)

Material .:soro

Método .:Imunofluorescencia indireta

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico de doença celíaca. Doença celíaca e dermatites herpetiformes são doenças caracterizadas como enteropatias glúten-sensíveis. Aproximadamente 70% dos pacientes com dermatites herpetiformes e mais do que 95% dos pacientes com doença celíaca ativa demonstram a presença de anticorpos IgA+IgG. Nestes pacientes, d dieta livre de glúten, os anticorpos decrescem ou desaparecem. A pesquisa de anticorpos anti endomísio IgA+IgG e anticorpos anti gliadina detecta 100% dos casos de doença celíaca. SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-ENDOMÍSIO NA DOENÇA CELÍACA - REPORTADO NA LITERATUR Autor, revista, ano SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE Ferreira M, et al. Gut 1992 100% 100% Corrao G et al. Gut 1994 97,7% 100% Carroccio A, et al. Scand J Gastroenterol 1996 97,0% 100% Valdimarsson T, et al. Dig Dis Sci 1996 74,0% 100% Bottaro G, et al. J Ped Gastr Nutr 1997 96,0% 100% SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-GLIADINA NA DOENÇA CELÍACA - REPORTADO NA LITERATURA Autor, Revista, Ano SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE Burgin-Wolf A, et al. Eur J Pediatr 1989 96% (IgA/G) 97% (IgA/G) Corrao G, et al. Gut 1994 91% (IgA) 89% (IgA) Picarelli A, et al. It J Gastroenterol 1996 58% (IgA) 86% (IgA) 61% (IgG) 86% (IgG) 68% (IgA/G) 86% (IgA/G) Sulkanen S, et al. Gastroenterology 1998 85% (IgA) 82% (IgA) 69% (IgG) 73% (IgG)

Referência .:

Não reagente

 

ANTI - ENDOMISIO - Anticorpos (IgG)

Material .:soro

Método .:Imunofluorescencia indireta

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico de doença celíaca. Doença celíaca e dermatites herpetiformes são doenças caracterizadas como enteropatias glúten-sensíveis. Aproximadamente 70% dos pacientes com dermatites herpetiformes e mais do que 95% dos pacientes com doença celíaca ativa demonstram a presença de anticorpos IgA+IgG. Nestes pacientes, d dieta livre de glúten, os anticorpos decrescem ou desaparecem. A pesquisa de anticorpos anti endomísio IgA+IgG e anticorpos anti gliadina detecta 100% dos casos de doença celíaca. SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-ENDOMÍSIO NA DOENÇA CELÍACA - REPORTADO NA LITERATUR Autor, revista, ano SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE Ferreira M, et al. Gut 1992 100% 100% Corrao G et al. Gut 1994 97,7% 100% Carroccio A, et al. Scand J Gastroenterol 1996 97,0% 100% Valdimarsson T, et al. Dig Dis Sci 1996 74,0% 100% Bottaro G, et al. J Ped Gastr Nutr 1997 96,0% 100% SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-GLIADINA NA DOENÇA CELÍACA - REPORTADO NA LITERATURA Autor, Revista, Ano SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE Burgin-Wolf A, et al. Eur J Pediatr 1989 96% (IgA/G) 97% (IgA/G) Corrao G, et al. Gut 1994 91% (IgA) 89% (IgA) Picarelli A, et al. It J Gastroenterol 1996 58% (IgA) 86% (IgA) 61% (IgG) 86% (IgG) 68% (IgA/G) 86% (IgA/G) Sulkanen S, et al. Gastroenterology 1998 85% (IgA) 82% (IgA) 69% (IgG) 73% (IgG)

Referência .:

Não reagente

 

ANTI - ENDOMISIO - Anticorpos (IgM)

Material .:soro

Método .:Imunofluorescencia indireta

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico de doença celíaca. Doença celíaca e dermatites herpetiformes são doenças caracterizadas como enteropatias glúten-sensíveis. Aproximadamente 70% dos pacientes com dermatites herpetiformes e mais do que 95% dos pacientes com doença celíaca ativa demonstram a presença de anticorpos IgA+IgG. Nestes pacientes, d dieta livre de glúten, os anticorpos decrescem ou desaparecem. A pesquisa de anticorpos anti endomísio IgA+IgG e anticorpos anti gliadina detecta 100% dos casos de doença celíaca. SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-ENDOMÍSIO NA DOENÇA CELÍACA - REPORTADO NA LITERATUR Autor, revista, ano SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE Ferreira M, et al. Gut 1992 100% 100% Corrao G et al. Gut 1994 97,7% 100% Carroccio A, et al. Scand J Gastroenterol 1996 97,0% 100% Valdimarsson T, et al. Dig Dis Sci 1996 74,0% 100% Bottaro G, et al. J Ped Gastr Nutr 1997 96,0% 100% SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-GLIADINA NA DOENÇA CELÍACA - REPORTADO NA LITERATURA Autor, Revista, Ano SENSIBILIDADE ESPECIFICIDADE Burgin-Wolf A, et al. Eur J Pediatr 1989 96% (IgA/G) 97% (IgA/G) Corrao G, et al. Gut 1994 91% (IgA) 89% (IgA) Picarelli A, et al. It J Gastroenterol 1996 58% (IgA) 86% (IgA) 61% (IgG) 86% (IgG) 68% (IgA/G) 86% (IgA/G) Sulkanen S, et al. Gastroenterology 1998 85% (IgA) 82% (IgA) 69% (IgG) 73% (IgG)

Referência .:

Não reagente

 

ANTI - GLIADINA - IgA

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos anti glúten

Método .:FEIA

Resultado .:5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de doença celíaca. È um teste confiável para avaliação da doença celíaca assintomática em crianças pré-púberes com pequena estatura. A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten, evidenciada pela atrofia da vilosidade do intestino, subseqüente a uma absorção ruim e uma nutrição deficiente. Os sintomas clássicos incluem: diarréia, perda de peso, dor e distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, pequena estatura, puberdade tardia, artrites.Em doença celíaca, anticorpos IgG são mais sensíveis que os anticorpos IgA, mas este último (IgA) é mais específico que IgG. Os níveis de anticorpos IgA decrescem com a dieta livre de glúten. Ensaio ( teste ) Especificidade                Sensibilidade Anti gliadina IgG        78%      88% Anti gliadina IgA    86% 52% Anti endomísio            100%    100% Anti transglutaminase 98%                90-95%

Referência .:

Positivo : Superior a 10,00 U/mL

 

ANTI - GLIADINA - IgG

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos anti glúten

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de doença celíaca. È um teste confiável para avaliação da doença celíaca assintomática em crianças pré-púberes com pequena estatura. A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten, evidenciada pela atrofia da vilosidade do intestino, subseqüente a uma absorção ruim e uma nutrição deficiente. Os sintomas clássicos incluem: diarréia, perda de peso, dor e distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, pequena estatura, puberdade tardia, artrites.Em doença celíaca, anticorpos IgG são mais sensíveis que os anticorpos IgA, mas este último (IgA) é mais específico que IgG. Os níveis de anticorpos IgA decrescem com a dieta livre de glúten. Ensaio ( teste ) Especificidade                Sensibilidade Anti gliadina IgG        78%      88% Anti gliadina IgA    86% 52% Anti endomísio            100%    100% Anti transglutaminase 98%                90-95%

Referência .:

Positivo : Superior a 10,00 U/mL

 

ANTI - GLIADINA - IgM

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos anti glúten

Método .:FEIA

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: diagnóstico de doença celíaca. È um teste confiável para avaliação da doença celíaca assintomática em crianças pré-púberes com pequena estatura. A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten, evidenciada pela atrofia da vilosidade do intestino, subseqüente a uma absorção ruim e uma nutrição deficiente. Os sintomas clássicos incluem: diarréia, perda de peso, dor e distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, pequena estatura, puberdade tardia, artrites.Em doença celíaca, anticorpos IgG são mais sensíveis que os anticorpos IgA, mas este último (IgA) é mais específico que IgG. Os níveis de anticorpos IgA decrescem com a dieta livre de glúten. Ensaio ( teste ) Especificidade                Sensibilidade Anti gliadina IgG        78%      88% Anti gliadina IgA    86% 52% Anti endomísio            100%    100% Anti transglutaminase 98%                90-95%

Referência .:

Positivo : Superior a 10,00 U/mL

 

ANTI - JO1

Material .:soro

Sinônimo .:Histidil tRNA sintetase

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas.

Interpretação .:Uso: marcador diagnóstico de miopatias inflamatórias autoimunes. O antígeno Jo-1 é um componente protéico extraível em salina, associado a histidil-tRNA sintetase. Cerca de 30% dos pacientes com polimiosite possuem reatividade com estes anticorpos, e sua demonstração é muito menos freqüente nas dermatomiosites. A presença deste anticorpo parece estar associada à maior incidência de sintomas extramusculares, como fibrose pulmonar intersticial e poliartrite, e outras anormalidades imunológicas. A reação de anticorpos antinucleares apresenta geralmente um padrão espiculado. A presença destes anticorpos é usualmente associada a aumento na incidência de fibrose pulmonar e doença intersticial pulmonar em pacientes com polimiosite. Marcador de pior prognóstico.

Referência .:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 e 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Acima de 10,1 U/mL = REAGENTE

 

ANTI - RNP

Material .:soro

Sinônimo .:RNP

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Ver Anti - Sm e RNP.

Referência .:

Até 5,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 5,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Acima de 10,1 U/mL = REAGENTE

 

ANTI - SACCHAROMYCES CEREVISIAE (IgA e IgG)

Material .:soro

Sinônimo .:ASCA , Anticorpos anti Saccharomyces cerevisiae

Método .:Enzimaimunoensaio

Resultado .:5 dias

Coleta .:Jejum não necessário.

Interpretação .:USO: diagnóstico de doença de Croh e Colite Ulcerativa Anticorpos anti Saccharomyces cerevisiae (ASCA) tem sido encontrado com uma significativa prevalência em pacientes com doença de Crohn. Quando presente os dois anticorpos IgG e IgA , a especificidade atinge 100%. Especificidade = 95% ( se positivo para IgG ou IgA ) Especificidade = 100% ( se positivo para IgG e IgA ) Anticorpos anti citoplasma de neutrófilos (ANCA) mostrando padrão perinuclear ( p-ANCA) são encontrados em 70% dos pacientes com Colite Ulcerativa e somente em 20% dos pacientes com doença de Crohn.A combinação do ASCA positivo e pANCA negativo demonstrou uma sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo de 49%,97% e 96% respectivamente para a Doença de Crohn.

Referência .:

Negativo: < 10 U/mL

Inconclusivo: 10 - 15 U/mL

 

ANTI - SCL - 70

Material .:soro

Sinônimo .:Anti-DNA topoisomerase I

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 4 horas.

Interpretação .:Uso: anticorpo marcador da esclerodermia. Anticorpo dirigido contra a enzima histidil-t-RNA sintetase. Presente em 25% dos pacientes com miosite (polimiosite e dermatomiosite) e em 68% dos pacientes com comprometimento pulmonar (alveolite ou fibrose intersticial). Raramente em pacientes com outras doenças de colágeno. Os resultados de FAN negativos não excluem sua presença. Seus níveis podem refletir o grau de atividade da doença, útil para o diagnóstico da esclerose sistêmica progressiva, sua presença é considerada como um marcador de doença (20 - 60%).

Referência .:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Maior que 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI - SM

Material .:soro

Sinônimo .:SM

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Ver Anti - Sm e RNP.

Referência .:

Até 5,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 5,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Acima de 10,1 U/mL = REAGENTE

 

ANTI - SS-A (RO)

Material .:soro

Sinônimo .:SSA

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico da síndrome de Sjögren e lupus eritematoso sistêmico. Os anticorpos anti-SSA (Ro) são dirigidos contra antígenos extraíveis nucleares (ENA), presentes com alta freqüência em soro de pacientes com síndrome de Sjögren (superior a 85% dos casos) e lupus eritematoso sistêmico (cerca de 30-40% dos casos). Podem ser encontrados em soros de pacientes com artrite reumatóide, miosite e esclerodermia. Seu achado nos soros de recém-natos está associado a complicações cardíacas quando a mãe é anti-SSA (Ro) reagente, além de complicações dérmicas. Seu uso pode ser conveniente em mães com abortos de repetição, por poderem estar associados à síndrome de anti-fosfolipídeos. Pode ser o único marcador autoimune reagente em pacientes lúpicos com anticorpos antinucleares não reagentes.

Referência .:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Maior que 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI - SS-B (LA)

Material .:soro

Sinônimo .:ANTI LA

Método .:Fluorimetria

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico de Síndrome de Sjögren e outras doenças autoimunes como Lupus Eritematoso Sistêmico. O antígeno LA (SSB) é uma ribonucleoproteína utilizada na transcrição protéica, associada ao RNA, podendo ser encontrada no citoplasma. Está presente em 50 a 60% dos casos de Síndrome de Sjögren e em 10% dos casos de Lupus Eritematoso Sistêmico. Quando se utilizam células HEp-2 como substrato na reação de imunofluorescência, para a pesquisa de anticorpos antinucleares (técnica complementar), o padrão encontrado (positivo) é filamentoso, fino ou atípico. O diagnóstico laboratorial definitivo é realizado por enzimaimunoensaio.

Referência .:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Maior que 10,1 U/mL = REAGENTE

 

ANTI - TIREOGLOBULINA

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos Anti-tireoideanos, Anti tireoglobulina

Método .:Quimioluminescência

Resultado .:5 dias

Coleta .:Jejum de 8 horas.

Interpretação .:Uso: diagnóstico da tireoidite de Hashimoto. A medida dos níveis de anticorpos anti - tireoglobulina no soro pode também ser usada para outras doenças da tireóide. Mais de 90% dos pacientes com tireoidite de Hashimoto apresentam títulos elevados de anticorpos anti - tireoglobulina.

Referência .:

Valor normal: Inferior a 115 UI/mL

Limite Mínimo de detecção 20,0 UI/mL

ANTI - TRANSGLUTAMINASE - IgA

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos da classe IgA anti-transglutaminase

Método .:ELISA

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso : marcador sorológico da doença celíaca Ensaio ( teste )     Especificidade Sensibilidade Anti gliadina IgG                78%      88% Anti gliadina IgA    86%      52% Anti endomísio2    100%    100% Anti transglutaminasese 98%       90-95%

Referência .:

Negativo : < 7,0 U/mL

Indeterminado: 7,0 a 10,0 U/mL

Positivo : > 10,0 U/mL

 

ANTI - TRANSGLUTAMINASE - IgG

Material .:soro

Sinônimo .:Anticorpos da classe IgG anti-transglutaminase

Método .:ELISA

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso : marcador sorológico da doença celíaca Ensaio ( teste )     Especificidade Sensibilidade Anti gliadina IgG                78%      88% Anti gliadina IgA    86%      52% Anti endomísio2    100%    100% Anti transglutaminasese 98%       90-95%

Referência .:

Negativo : < 7,0 U/mL

Indeterminado: 7,0 a 10,0 U/mL

Positivo : > 10,0 U/mL

 

ANTI - TROMBINA III

Material .:plasma citratado

Método .:Quantificação funcional utilizando substrato cromogênico

Resultado .: 9 dias

Interpretação .:Uso: investigação de tendência a tromboembolismo venoso; detecção de estados de hipercoagulabilidade; monitoramento de resposta a heparina. A antitrombina III é um dos principais inibidores dos fatores de coagulação ativados. Sua deficiência (herdada ou adquirida) quantitativa ou funcional está associada com risco aumentado de tromboembolismo venoso. Pacientes com níveis baixos de ATIII são geralmente resistentes ao uso de heparina. A antitrombina III inativa a trombina e os fatores IXa, Xa, XIa, XIIa. Sua atividade é amplificada pela heparina. A deficiência de ATIII ocorre em cerca de 1/5000 pessoas. O risco de tromboses aumenta de 0,1% em pessoas normais a 55-70% em pacientes com deficiência quantitativa ou qualitativa de ATIII, herdada ou adquirida. Valores aumentados: casos de inflamação aguda (ATIII é um marcador de fase aguda), hiperglobulinemia, uso de anticoagulação com cumarínicos. Valores diminuídos: deficiência familiar hereditária (autossômica dominante, com valores em torno de 40-60% do normal), doença hepática crônica, cirrose hepática, síndrome nefrótica, doenças com má nutrição protéica, terapia com heparina d o terceiro dia, terapia com l-asparaginase, doença trombótica ativa, coagulação intravascular disseminada, uso de contraceptivos orais, gravidez, recém-natos, leucemia aguda, carcinomas, queimaduras, trauma pós-cirúrgico, doença renal e sepse.

Referência .:

Normal : 75 a 125% de atividade

 

ANTI -TPO - Anticorpos

Material .:soro

Sinônimo .:Anti microssomal

Método .:Quimioluminescência

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum de 8 horas

Interpretação .:Uso: diagnóstico de hipotireoidismo, tireoidite de Hashimoto e mixedema primário. Os anticorpos anti-microssomais foram substituídos pela dosagem de anticorpos anti-TPO, tendo em vista que o antígeno microssomal é a própria peroxidase tireoidiana. Os anticorpos anti-microssomais (ou anti-tiroperoxidase) e anti-tireoglobulina são detectáveis em grande parte nos indivíduos acometidos por tireoidite de Hashimoto, tireoidite atrófica, tireoidite pós-parto e boa parte dos acometidos por doença de Graves. A pesquisa de autoanticorpos contra a tireóide pode apresentar melhores resultados quando realizados simultaneamente anti-microssomais (anti-TPO) e anti-tireoglobulina, visto que em algumas circunstâncias os pacientes podem apresentar resposta autoimune a somente um antígeno tireoidiano. Geralmente, pacientes com mixedema, tireoidite granulomatosa, e carcinoma não produzem anticorpos anti-tireoidianos. Ainda, relata-se que até 10% de indivíduos normais (ou sem alteração clínica e funcional) podem apresentar autoanticorpos contra antígenos da tireóide, especialmente os idosos, e especialmente do sexo feminino. Indivíduos normais com níveis elevados de TSH e tiroxina livre (T4l) em níveis normais, com qualquer anticorpo anti-tireoidiano reagente apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco no futuro. Interferentes: patologias autoimunes como lupus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren, artrite reumatóide, anemia perniciosa e outras podem estar associadas à positividade para pesquisa de anticorpos anti-tireoidianos. Alguns testes podem resultar negativos devido ao pequeno número ou confinamento dos clones linfocitários B responsáveis pela produção destes anticorpos.

Referência .:

Normal : < 35,0 UI/mL

Elevado : > 35,0 UI/mL

 

ANTI MICROSSOMAL = ANTI TPO (ANTI-PEROXIDASE)

Material .:soro

Sinônimo .:Anti-células acinares - Anti peroxidase

Método .:Quimioluminescência

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: diagnóstico de hipotireoidismo, tireoidite de Hashimoto e mixedema primário. Os anticorpos anti-microssomais (ou anti-tiroperoxidase) e anti-tireoglobulina são detectáveis em grande parte nos indivíduos acometidos por tireoidite de Hashimoto, tireoidite atrófica, tireoidite pós-parto e boa parte dos acometidos por doença de Graves. A pesquisa de autoanticorpos contra a tireóide pode apresentar melhores resultados quando realizados simultaneamente anti-microssomais (anti-TPO) e anti-tireoglobulina, visto que em algumas circunstâncias os pacientes podem apresentar resposta autoimune a somente um antígeno tireoidiano. Geralmente, pacientes com mixedema, tireoidite granulomatosa, e carcinoma não produzem anticorpos anti-tireoidianos. Ainda, relata-se que até 10% de indivíduos normais (ou sem alteração clínica e funcional) podem apresentar autoanticorpos contra antígenos da tireóide, especialmente os idosos, e especialmente do sexo feminino. Indivíduos normais com níveis elevados de TSH e tiroxina livre (T4l) em níveis normais, com qualquer anticorpo anti-tireoidiano reagente apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco no futuro. Interferentes: patologias autoimunes como lupus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren, artrite reumatóide, anemia perniciosa e outras podem estar associadas à positividade para pesquisa de anticorpos anti-tireoidianos. Alguns testes podem resultar negativos devido ao pequeno número ou confinamento dos clones linfocitários B responsáveis pela produção destes anticorpos. Os anticorpos anti-microssomais foram substituídos pela dosagem de anticorpos anti-TPO, tendo em vista que o antígeno microssomal é a própria peroxidase tireoidiana.

Referência .:

Normal : < 35,0 UI/mL

Elevado : > 35,0 UI/mL

 

ANTICOAGULANTE LÚPICO

Material .:plasma citratado

Sinônimo .:Anticorpo antifosfolipideo, LAC, APA, LAc

Método .:Teste realizado em 2 etapas: 1ª Teste de triagem:dRVVT (teste fosfolípide dependente utilizando reagente com baixa concentração de fosfolípides). 2ª Teste confirmatório: RVVT confirmatório (confirmação da presença do inbidor inespecífico - anticoagulante lúpico - utilizando reagente com alta concentração de fosfolípides).

Resultado .:24 horas

Coleta .:Jejum de 4 horas. Sangue colhido com citrato. Suspender o uso de anticoaglante oral 2 semanas antes da coleta do sangue , se heparina suspender 2 dias antes da coleta.

Interpretação .:Uso: processos trombo-embólicos recorrentes, manifestações trombóticas neurológicas, abortos espontâneos sucessivos e trombose venosa ou arterial. O anticoagulante lúpico (LAC) e os anticorpos anticardiolipina (ACA) estão associados a doenças tramboembólicas, tais como tromboses venosas profundas, tromboses arteriais, abortos espontâneos de repetição, acidentes vasculares cerebrais e plaquetopenia. Estas doenças podem estar associadas à presença somente dos ACA ou somente de LAC, mas, em geral, ocorrem positivamente para ambos. O LAC ocorre na presença de doenças autoimunes (LES, anemia hemolítica autoimune, artrite reumatóide), distúrbios neurológicos (epilepsia, coréia, enxaqueca, esclerose múltipla e S. Guillain-Barré), d a utilização de medicamentos (hidralazina, procainamida, clorpromazina, quinidina, fenitoína, vários antibióticos). - LACs e ACAs não são os mesmos anticorpos e podem ocorrer independentemente. Na vigência de suspeita clínica, ambos devem ser pesquisados. - Estes anticorpos podem ocorrer em duas síndromes intimamente relacionadas, porém, clínica, bioquímica e laboratorialmente distintas: a Síndrome Antifosfolipídica Primária e a Síndrome Antifosfolipídica Secundária. Ambas síndromes estão associadas a manifestações tromboembólicas (venosas, arteriais e de microcircuação) em qualquer tecido ou órgão, e complicações da gestação (abortos espontâneos de repetição, morte fetal, nascimento de prematuros).

Referência .:

Teste de Triagem:

dRVVT menor que 1,15: ausência de inibidor

Teste confirmatório:

RVVT confirmatório menor que 1,21: ausência de inibidor inespecífico (anticoagulante lúpico).

 

ANTICORPOS ANTI - CENTRÔMERO

Material .:soro

Método .:Imunofluorescência indireta

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: auxiliar no diagnóstico de síndrome de CREST 70-80% dos pacientes com a síndrome de CREST tem padrão centromérico positivo. Podendo também ser observado este mesmo padrão em algumas hepatites auto-imunoes.

Referência .:

Não reagente

Triagem a partir da diluição 1/80

 

ANTICORPOS ANTI - GAD

Material .:Soro Congelado

Sinônimo .:Antic. Contra Descarboxilase do Ácido Glutâmico

Método .:ELISA

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: avaliação de resistência insulínica em pacientes diabéticos. Os quadros de diabetes insulino dependentes ou Tipo I são caracterizados por secreção inadequada de insulina endógena. Este quadro é gerado pela destruição (geralmente seletiva) das células beta das ilhotas pancreáticas. A causa autoimune á cada vez mais confirmada por diferentes pesquisadores, e diferentes marcadores sorológicos têm sido apontados como marcadores da condição pré-diabética (estes marcadores não são considerados causais e sim epifenômenos de um evento imunológico celular). Além dos anticorpos anti-insulina, existem os anticorpos anti-ilhota, os GAD, e outros. A presença destes anticorpos em indivíduos que nunca tomaram insulina injetável (a insulina exógena) pode estar associada a maior risco relativo para o desenvolvimento de diabetes mellitus. Por outro lado, a presença destes anticorpos d o início de terapia insulínica pode estar associada à reação imune com a insulina exógena, seja de fonte animal ou até recombinante. Estes anticorpos podem em muitos casos estar associados à redução da atividade desta insulina (endógena ou exógena), dependendo da região antigênica para qual os anticorpos são dirigidos. Entre os pacientes que desenvolvem diabetes, 98% apresentam um ou mais destes anticorpos positivos( o anticorpo anti-insulina, anticorpo anti-GAD e o anticorpo anti-ilhota . Parentes de primeiro grau com os 3 testes positivos têm mais de 95% de chance de desenvolverem diabetes em 5 anos. Estes testes são indicados nas seguintes eventualidades: 1) em parentes de primeiro grau de diabeticos do tipo 1; 2) no diagnóstico do diabetes mellitus do tipo 1 de início no adulto, ou de início tardio, mas que nunca utilizaram insulina; 3) nos casos de hiperglicemia transitória da infância. Anticorpos anti-insulina também podem estar presentes em pacientes diabéticos que recebem insulina por um período longo, seja insulina humana, porcina ou bovina. Da mesma forma, a detecção de anticorpos anti-insulina pode ser útil no diagnóstico de hipoglicemia factícia decorrente da auto administração de insulina realizada por pacientes não diabéticos . T.E.H. Romkens, G.C.M. Kusters, M.G. Netea, P.M. Netten.Prevalence and clinical characteristics of insulin-treated, anti-gAd-positive, type 2 diabetic subjects in an outpatient clinical department of a dutch teaching hospital.Neth J Med;64(4):114-8,2006. Barova H, Perusicova J, Hill M, Sterzl I, Vondra K, Masek Z.Anti-GAD-positive patients with type 1 diabetes mellitus have higher prevalence of autoimmune thyroiditis than anti-GAD-negative patients with type 1 and type 2 diabetes mellitus.Physiol Res,53(3):279-86,2004. Tiinamaija Tuomi.Type 1 and Type 2 Diabetes.Diabetes 54:S40-S45, 2005.

Referência .:

Não Reagente: Inferior a 10,0 IU/mL

Inconclusivo: 10,0 a 20,0 IU/mL

Reagente: Superior a 20,0 IU/mL

Valores de Referência alterados em 23/11/2010.

 

ANTICORPOS ANTI - INSULINA

Material .:Soro Congelado

Método .:ELISA

Resultado .: 5 dias

Interpretação .:Uso: avaliação de resistência insulínica em pacientes. Os quadros de diabetes insulino dependentes ou Tipo I são caracterizados por secreção inadequada de insulina endógena. Este quadro é gerado pela destruição (geralmente seletiva) das células beta das ilhotas pancreáticas. A causa autoimune á cada vez mais confirmada por diferentes pesquisadores, e diferentes marcadores sorológicos têm sido apontados como marcadores da condição pré-diabética (estes marcadores não são considerados causais e sim epifenômenos de um evento imunológico celular). Além dos anticorpos anti-insulina, existem os anticorpos anti-ilhota, os GAD, e outros. A presença destes anticorpos em indivíduos que nunca tomaram insulina injetável (a insulina exógena) pode estar associada a maior risco relativo para o desenvolvimento de diabetes mellitus. Por outro lado, a presença destes anticorpos d o início de terapia insulínica pode estar associada à reação imune com a insulina exógena, seja de fonte animal ou até recombinante. Estes anticorpos podem em muitos casos estar associados à redução da atividade desta insulina (endógena ou exógena), dependendo da região antigênica para qual os anticorpos são dirigidos.

Referência .:

Não Reagente : < 5,0 U/mL

Indeterminado : 5,0 a 10,0 U/mL

Reagente : > 10,0 U/mL

 

ANTIESTREPTOLISINA O

Material .:soro

Sinônimo .:ASO, ASLO

Método .: Látex

Resultado .: 2 dias

Temperatura .:Sob refrigeração

Coleta .:Jejum de 4 horas. Em crianças pequenas recomenda-se a coleta antes da próxima alimentação.

Interpretação .: Uso: diagnóstico e avaliação de processos infecciosos por Streptococcus do grupo A (principalmente S. pyogenes); diagnóstico e avaliação de febre reumática e glomerulonefrite aguda. A estreptolisina O é uma proteína de capacidade hemolítica, produzida pelos estreptococos do grupo A. Em indivíduos infectados por estes organismos, esta proteína age como antígeno, elicitando resposta imune do paciente. Os títulos iniciam sua ascensão em cerca de 7 dias, atingindo picos em cerca de 14-30 dias. Na ausência de complicações ou reinfecção, estes títulos decrescem a níveis pré-infecção em cerca de 6-12 meses. É possível o encontro de situações falso-positivas, mas, em geral, testes com títulos elevados estão associados a processos infecciosos vigentes ou passados por estreptococos, ou quadros de glomerulonefrites pós-estreptocócicas e febre reumática. Em casos com suspeita clínica e títulos não reagentes ou diminuídos, é recomendável a repetição do teste em períodos de duas a quatro semanas. Títulos persistentemente elevados podem estar associados a estado de portador estreptocócico sem patologia associada.

Referência .:

Não Reagente: < 200,0 UI/mL

 

APOLIPOPROTEÍNA A-1

Material .:soro

Método .:Imunoturbidimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum obrigatório. Suspensão de qualquer medicamento a base de fenobarbital, carbamazepina, diuréticos. Fumo e dietas de carboidratos também alteram resultado do exame.

Interpretação .:Uso: avaliação de risco para doença cardíaca coronariana; diagnóstico diferencial de hiperlipidemias. A apolipoproteína A é o principal componente do HDL-colesterol. Sua dosagem está associada à determinação de risco cardíaco, e valores menores são associados a maior risco de desenvolvimento de aterosclerose. Valores aumentados: dislipidemia familiar, exercício crônico vigoroso, uso moderado de álcool. Valores diminuídos: hipoalfalipoproteinemia familiar, doença de Tangier, hipertrigliceridemia e pancreatites.

Referência .:

Homem : 79,0 a 169,0 mg/dL

Mulher : 76,0 a 214,0 mg/dL

 

APOLIPOPROTEÍNA B

Material .:soro

Método .:Imunoturbidimetria

Resultado .: 5 dias

Coleta .:Jejum obrigatório. Suspensão de qualquer medicamento a base de andrógenos, diuréticos, corticosteróides, pois estes alteram o resultado do exame.

Interpretação .:Uso: avaliação do metabolismo lipídico; avaliação de risco cardíaco. O termo apolipoproteína refere-se à fração exclusivamente protéica das lipoproteínas (porção estrutural que permite a manutenção dos lipídeos em solução durante a circulação na corrente sanguínea). A Apolipoproteína B (Apo-B100) é um composto de 500 kD, sendo produzida majoritariamente no fígado, funcionando como carreadora de colesterol às células. Mais de 90% das LDL-colesterol são Apo-B, mas VLDL e IDL também a contém. Níveis elevados de apo-B podem ocorrer em casos de hiperlipidemia familiar combinada e hiperlipidemia adquirida (onde funciona como fator adicional de diagnóstico diferencial). De modo geral a interpretação dos resultados de Apo-B é similar à interpretação aplicada ao colesterol LDL.

Referência .:

Homem : 40,0 a 174,0 mg/dL

Mulher : 46,0 a 142,0 mg/dL

 

ARSÊNIO

Material .:urina do final da jornada de trabalho

Método .:ICP-MS

Resultado .: 16 dias

Coleta .:Coletar Urina de final de jornada e trabalho.

Interpretação .:Uso: documentação de intoxicação aguda pelo arsênio. O arsênio pode existir na natureza livre ou ligado a muitos diferentes compostos orgânicos ou inorgânicos. A exposição ao arsênio pode ocorrer em uma variedade de circunstâncias, por exemplo, por exposição ocupacional em indivíduos que trabalhem em empresas de extermínio de pragas ou beneficiamento de madeira. É comumente utilizado como agente de homicídios e suicídios. A absorção do arsênico depende da forma do composto. Quando ligado a compostos orgânicos é rapidamente absorvido, enquanto que em outras formas o processo é mais lento. Sua excreção é primariamente urinária na forma livre e ionizada. O arsênio expressa seus efeitos tóxicos pela ligação a compostos sulfatados em proteínas, alterando sua função ou conformação. Esta ligação protéica proporciona períodos longos de meia vida corporal. Devido à grande variedade de proteínas alvo para o arsênio, os sintomas tóxicos não são específicos. Muitos sistemas celulares e orgânicos podem estar alterados. Ingestões pequenas são associadas à febre, anorexia, e desconforto gastrointestinal, enquanto que níveis elevados são mais associados a dano nervoso central e periférico, efeitos renais, efeitos hematopoiéticos, doença vascular e até morte. A análise do arsênio é feita por espectrofotometria de absorção atômica. Amostras de sangue e urina são mais indicadas para processos de intoxicação aguda, enquanto que para processos crônicos os materiais mais indicados são unha e cabelo.

Referência .:

VR*: até 10,0 ug/g creatinina

IBMP**: até 50,0 ug/g de creatinina

*Valor de Referência para pacientes não expostos.

**Índice Biológico Máximo Permitido(NR 7).

 

ASPARTATO AMINOTRANSFERASE - GOT

Material .:soro

Sinônimo .:AST, TGO, Transaminase oxalacética

Método .:Enzimático/automatizado

Resultado .: 2 dias

Coleta .:Jejum não obrigatório.

Interpretação .:Uso: determinação de dano celular do parênquima hepático; marcador auxiliar de infarto agudo do miocárdio e pericardite. A AST é principalmente originada a partir do coração, fígado, musculatura esquelética, rins, pâncreas, baço, pulmão. Valores muito elevados sugerem hepatites ou outras formas de necrose hepatocelular, podendo ser encontrados em tumores necróticos grandes ou hipóxia, insuficiência congestiva e choque. Elevações de AST não explicadas devem ser investigadas. Valores aumentados: doenças hepáticas [necrose ativa do parênquima (ex. viroses hepatoespecíficas e não hepatoespecíficas com acometimento hepático), doença biliar extrahepática, congestão, insuficiência cardíaca, cirrose, obstrução biliar, neoplasia primária ou metastática, granulomas, isquemia hepática, eclampsia, drogas hepatotóxicas], doenças músculo esqueléticas (injeções intramusculares, mioglobinúria), infarto agudo do miocárdio, pancreatite aguda, dano intestinal (ex. cirurgia, infarto), infarto pulmonar, infarto cerebral, neoplasmas cerebrais, infarto renal, queimaduras, intoxicações, anemias hemolíticas, distrofia muscular de Duchenne, trauma, choque, hipotireoidismo. Valores diminuídos: azotemia, diálise renal crônica, estados de deficiência de piridoxal fosfato (ex. desnutrição, gravidez, doença hepática alcoólica). Valores normais: angina pectoris, insuficiência coronariana, pericardite. Interferentes: stress muscular +, heparina +, salicilatos +, opiáceos +, tetraciclinas +, isoniazida +, lipemia +, hemólise +, oxacilina +, ampicilina +, uremia -, metronidazol -, progesterona +, esteróides anabolizantes +.

Referência .:

De 5 a 38 U/L


Sergio Franco Alvaro